
Gestao de contratos (CLM)
Contratos societários
Nov 3, 2025
O mercado mudou. As empresas que movimentam mais capital hoje são plataformas digitais, fintechs, startups, criadores de conteúdo, negócios de assinatura e empresas de tecnologia. E todos eles precisam de contratos — contratos que a maioria dos advogados formados na grade tradicional nunca aprendeu a redigir.
Esse é o cenário dos contratos da nova economia.
O que são contratos da nova economia
Contratos da nova economia são os instrumentos jurídicos utilizados por empresas e negócios que operam em modelos surgidos ou consolidados a partir da transformação digital. Não se trata de uma categoria jurídica formal — é uma forma de identificar um conjunto de contratos que, por força da evolução dos negócios, passaram a ser mais demandados do que os contratos típicos previstos no Código Civil e na legislação empresarial tradicional.
Entre os mais relevantes estão:
Contratos atípicos empresariais: NDA (acordo de confidencialidade), vesting, pactos de não concorrência, joint venture contratual, acordos de parceria, cooprodução e contratos de influenciadores digitais.
Contratos societários modernos: acordos de acionistas com cláusulas de drag-along e tag-along, mútuo conversível, opção de compra de participação societária (stock options), SPA (share purchase agreement) e term sheet.
Contratos de tecnologia: licença de software, SaaS (software as a service), SLA (service level agreement), transferência de tecnologia, termos de uso, política de privacidade e contratos de desenvolvimento de software.
Contratos de investimento: instrumentos de captação em startups como SAFE, mútuo conversível e contratos com fundos de venture capital.
Contratos do ecossistema digital: contratos com plataformas, contratos de marketplace, contratos de creator economy e contratos de tokenização de ativos.
Por que advogados precisam dominar esse tema
O advogado que não conhece esses instrumentos não consegue atender adequadamente empresas da nova economia. E o problema vai além de não saber redigir — é não conseguir interpretar riscos, negociar cláusulas e orientar o cliente sobre as consequências jurídicas de cada decisão.
Há três razões principais que tornam esse domínio urgente:
1. A demanda existe e está crescendo. Startups, fintechs, plataformas digitais e negócios de tecnologia precisam de advogados contratualistas. São empresas que fecham contratos com frequência, têm necessidade constante de revisão e estruturação, e pagam bem por assessoria de qualidade.
2. A concorrência ainda é baixa. A maioria dos advogados ainda não se especializou nesse nicho. Quem domina contratos atípicos e instrumentos de investimento hoje tem vantagem competitiva clara sobre quem opera apenas com contratos típicos.
3. A atuação é predominantemente consultiva. Contratos da nova economia são, em sua maior parte, demandas de consultoria — redação, revisão, negociação e gestão. Honorários fixos ou por projeto, sem dependência de resultado processual.

O que diferencia esses contratos dos tradicionais
Os contratos típicos — compra e venda, locação, prestação de serviços — têm estrutura e interpretação consolidadas na doutrina e na jurisprudência. Os contratos da nova economia, em grande parte, são atípicos: não têm regulação específica, são construídos pela autonomia privada e exigem que o advogado domine a lógica negocial por trás de cada cláusula, não apenas o texto da lei.
Isso significa que o advogado precisa entender o negócio do cliente. Um contrato de vesting mal redigido pode destruir uma sociedade. Um mútuo conversível sem cláusula de valuation cap pode diluir o fundador em uma captação futura. Um NDA sem definição precisa de "informação confidencial" não protege ninguém.
A técnica contratual nos contratos da nova economia exige que o advogado pense como um estruturador — alguém que entende as implicações jurídicas, financeiras e estratégicas de cada decisão contratual.
Como se especializar em contratos da nova economia
A formação nesse tema exige prática, não apenas teoria. É necessário estudar os modelos de contrato utilizados no mercado, entender a lógica por trás de cada cláusula, acompanhar jurisprudência relevante e aprender com casos reais.
A Comunidade CNE — Contratos da Nova Economia foi criada com esse objetivo. São mais de 60 aulas, mais de 30 modelos de contratos, aulas mensais ao vivo com resolução de casos reais e uma comunidade ativa de advogados que atuam nesse mercado. O curso cobre desde a teoria geral dos contratos até instrumentos específicos como mútuo conversível, vesting, contratos de tecnologia e gestão contratual (CLM).
Para advogados que querem atuar com consultoria empresarial em empresas da nova economia, dominar esses contratos não é diferencial — é pré-requisito.
Acesse a Comunidade CNE em contratosdanovaeconomia.com.br
Bruna Puga é advogada empresarial, fundadora do BP/F Law e criadora da Comunidade CNE — Contratos da Nova Economia. Especialista em contratos empresariais, direito societário e estruturação de negócios.











